TRAINING IN PSYCHOANALYSIS
Distance and In-person

The psychoanalysis course aims to train psychoanalysts through the transmission of psychoanalysis in its specificity, based on the three fundamental elements of training: personal analysis, supervision and critical study of psychoanalytic theory. At the end of the course, the participant will have theoretical foundations to listen, identify, distinguish and intervene in the psychic symptoms observed in the psychoanalytic clinic.

Training in Psychoanalysis enables you to exercise the profession of psychoanalyst.

The Psychoanalyst graduated from the Brazilian Association of Philosophy and Psychoanalysis can work in clinics and offices in accordance with the laws in force in our country.

The course has a regular duration of two years and a workload of 1,260 hours, and is intended for graduates in Human and Social Sciences.

Psicologia das massas e análise do euABRAFP
00:00 / 00:37

Em meio a tudo isso, a Viena da época de Freud experimentava uma nova forma de se fazer política. A chamada política de massas contava com novas lideranças e partidos que se apoiavam fortemente sobre a eloquência, característica marcadamente barroca. Por outro lado, desencanto generalizado, frustração política com o fracasso do projeto liberal e iluminista, sentimento de perda de identidade, desconfiança com o futuro se abateram sobre os vienenses e se ampliaram com as consequências deixadas pela Guerra. A busca de artistas e intelectuais por alternativas foi o que caracterizou a “modernidade vienense” e suas respostas vieram na forma de problematização “do mal-estar em termos de individualismo, subjetividade e narcisismo” (PINHEIRO, 2008, p, 43). Este é o contexto geral no qual a Psicanálise pôde surgir, adquirir fora e ganhar campo de atuação.

 

Outro fato interessante de se observar foi um conjunto de preocupações sociopolíticas e culturais compartilhada entre os intelectuais de origem cultural alemã, como os austríacos. Para citar um exemplo, em 1922 foi publicada postumamente a maior obra do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920), intitulada Economia e Sociedade, na qual definia os tipos de dominação legítima numa sociedade (legal, tradicional e carismática).

 

É pouco provável que Freud tivesse tido contato com essa teoria weberiana, mas essas “afinidades eletivas” numa estrutura de sentimentos compartilhada na cultura alemã das primeiras décadas do século XX, colocavam Freud e a Psicanálise em consonância com as demandas dos intelectuais e com a busca por respostas por parte da população como um todo.

 

Tanto Weber quanto Freud faziam referência ao exército e religião como grupos importantes de serem analisados como fenômenos de massa. E, para Freud, optar pelo estudo da Igreja Católica era uma maneira de enfrentar a crise em seu país, que teve séculos de influência dessa instituição religiosa por meio da dinastia habsburga, e que impactou em sua vida pessoal e profissional devido à origem judaica de sua família.

 

Em Psicologia das massas é possível ainda verificar a coerência e transformações internas da Psicanálise em seus 21 anos de existência, se considerarmos a Interpretação dos sonhos (1900) como seu marco inicial. Embora escrita e publicada no contexto da primeira tópica, essa obra já indicava um aprofundamento e algumas revisões de Freud sobre sua teoria, que culminaria na segunda tópica com o texto O Eu e o Id (1923).

Deseja compreender a psique humana?

Curso de Introdução à Psicanálise - ABRAFP

Objetivos: O Curso de Introdução à Psicanálise pretende apresentar os pressupostos básicos da teoria Psicanalítica, contar um pouco da história da psicanálise, contextualizar o momento histórico em que se originou a partir da experiência clínica de Sigmund Freud na década de 1880 e nos anos seguintes em que ele teorizou sobre a estrutura e o funcionamento do aparelho psíquico. Saiba mais